76.DC.14
Design de Comunicação
em entrevista


Cândida Ruivo  
Mariana Vale  


















Apesar das tecnologias e das ferramentas serem outras, a essência mantem-se.

Cândida Ruivo

Na tentativa de captar a essência do curso de Design de Comunicação, implementado na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, no ano de 1974, reúnem-se duas entrevistas realizadas a duas alunas: Cândida Ruivo, alumna, e Mariana Vale, aluna finalista do presente ano de 2014. O projeto 76.DC.14 remete-nos para dois tempos diferentes.
 Personificam-se duas turmas de Design de Comunicação, uma das primeiras e a que finda a licenciatura no presente ano. Foram certamente dois percursos académicos distintos dentro do mesmo curso, no qual a sua temporalidade se define como uma variável determinante para a sua caracterização. Através da identificação das mudanças que ocorreram com o tempo, apuram-se simultaneamente os denominadores comuns e as divergências em ambos os testemunhos da passagem pelo curso em momentos sociais, políticos e tecnológicos diferentes. No sentido de tornar mais evidentes as mudanças e as semelhanças ocorridas ao longo destes quase quarenta anos, optei por dirigir o convite de entrevista a uma alumna, a qual é atualmente docente de várias disciplinas deste curso na mesma faculdade; e a uma aluna do último ano, com objetivo de conseguir a maior distância temporal. Do projeto 76.DC.14 resulta uma publicação que reúne as entrevistas realizadas, cruzando citações de ambas as alunas que, de alguma forma, se relacionam.

Mariana Vale

Não sei se a crise está a provocar um maior impacto no design em comparação com outros cursos. Existe o problema do acesso [ao ensino superior], que é geral. A nível de tecnologias não sei, porque as tecnologias da faculdade, que é a instituição que posso tomar como referência, mantem-se. Contudo, talvez pudessem ser atualizadas. Mas não sou muito pessimista em relação a isso, só mesmo em relação às propinas.

Por outro lado, quando temos menos recursos e temos a vida menos facilitada, talvez tenhamos de criar soluções alternativas, que até podem enriquecer o nosso trabalho.

A minha visão é optimista em relação a este assunto.
Não acho que a crise represente um entrave para o sucesso.